19 novembro 2007

O Despertar

E por entre tudo que procuro
Com palavras soltas, vagas,
Em minha sôfrega solidão de poeta,
Uma silhueta se destaca,
Uma voz rouca ecoa
E aos sobressaltos me desperta
Da mansidão trôpega
Dos meus sentidos hirtos
- Sem sentir -

E aquele vulto feminino,
Lindo como um disco lunar crescente,
Vem sempre acompanhado
De gargalhadas e frêmidos
Que me fazem feliz por um segundo.

8 comentários:

Andréa Motta disse...

Achei seu blog nos comentários da Saramar e vim conhecê-lo. Gostei e virei visitá-lo sempre!

Andréa Motta disse...

Esqueci de dizer que coloquei um link pro seu blog lá no meu.
Um abraço!

Leitora assídua... disse...

Sempre acompanho seus comentários em outros blogs... por sinal sempre contundentes e certeiros..

Linda poesia a de hoje... adorei!!

bye

Marrie disse...

De repente, temos a impressão de vivermos em um minuto as sensações de toda uma eternidade... como no gozo! Outras vezes, poderemos viver por uma eternidade e sentirmos que ainda assim perdemos vários minutos de nossas vidas por não termos tido a coragem de vivermos os nossos maiores desejos... mesmo que aos olhos de outrem eles fossem totalmente insanos.
bjs doces

tita coelho disse...

belo poema...como sempre!!
beijos :)

Carolina disse...

belíssimo!
bjos.

tita coelho disse...

Passa lá no blog que tem algo para ti!!!
beijos :)

DDS disse...

Não há a menor chance de negar a leitura aqui: a descrição do blog carrega Álvares de Azevedo!

Eu não sou tão boa nisso, mas, eu já escrevi uma poesia. Caso apeteça:

Clique aqui

Um prazer tê-lo encontrado.