10 novembro 2007

Adesão (Aloísio de Carvalho)

Francisco de Goya, "Tio Paquete", c. 1820, óleo sobre tela, Colecção Thyssen-Bornemisza, Madrid

Eu adiro, tu aderes, ele adere.
Todos nós aderimos prontamente,
A questão é ficar comodamente,
Sem perder os proventos que se aufere.

O que se fez, 'stá feito. Derramar
Sangue, por causa disto, é insensatez,
Desde que, pra mostrarmos altivez,
Basta a prosa da sala do jantar.

Quem tem mulher e filhos, meu amigo,
Não ser prejudicado ao mais prefere.
Vir pra rua brigar — não é consigo;

Em conflitos assim não interfere;
Por isso, nos momentos de perigo,
Eu adiro, tu aderes, ele adere.

4 comentários:

tita coelho disse...

resumo da ópera....muito bom!
beijos :)

Marrie disse...

Olá.......... se desejares, passa lá nos meus "segredos".... mas longe do chefe, ok? rsrs
bjs

Carolina disse...

Vamos aderir!!!
Passando para atualizar.
Bjos...

tita coelho disse...

fico preocupada quando tu some...