
O relógio marca 6.
Tempo qu'inda dorme.
O corpo que se recusa
A admitir o fim do sono.
Espreguiçam-se
Os membros outrora imóveis.
São como árvores - velhos carvalhos
De já tão secos pelo tempo
E pelo frio e pelo tédio.
Vão cultivando sulcos profundos,
marcas do tempo que me acorda às 6.
Velho carvalho, oco e resistente,
Vergalhões de aço na madeira inerte
Hão de comparar, nitidamente,
Que a vida rompe num estanque,
E previnir teu fim, teu climatério,
Sem deixar que o vento te arranque
Desse espaço.
Um comentário:
Alexandre: vc tem uma poesia muitíssimo boa. Tanto este quanto o pomea anterior são excelentes. Sinceramente, admiro seus versos.
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