Na Noite alta,Segue minha alma
Embriagada de ti.
Sem notar as pedras no caminho
Escuro, de becos e vielas,
Vai ela, tropeçando,
Bebendo a água das sarjetas,
Abrindo a testa no meio-fio
No meio de emoções confusas,
No meio termo entre te ter ou perder.
“Será Amor ou uma Grande Mentira?”
Pergunta que já fizeste e que agora me persegue.
Que suga meu sangue diluído em tristezas
E arrebenta em meus ouvidos sangrando-os
Mesmo no silêncio da Madrugada que chega
E que sempre me encontra só.
Somente embriagado de ti.