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24 junho 2007

Borboleta


Borboleta, pende ainda
A tua alma em corpo frágil, débil,
Pendulando pelo etéreo
Num vôo deveras vacilante.
Deus queira proteger-te
Das saíras, sabiás e lamparinas
Onde entregas o corpo ao fogo
Para a alma libertar.
Que conserve toda a cor,

Todo o viço, todo o baile.
No bater de tuas asas
Namorados cantam o mundo
E desfrutam seus amores.
E é só tua e deles
A beleza,
O sacrifício e
O sacerdócio
De amar as flores.

(junho/07)