Mostrando postagens com marcador Selena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Selena. Mostrar todas as postagens

04 outubro 2007

Selena





Vou te perguntar baixinho
Por sob os vidros da janela aberta:
- Que fazes aí, fitando-me ao longe
No horizonte, a face descoberta?
Por entre nuvens, brumas azuladas
Tu te esgueiras pela madrugada
Deslizando em lânguido crescente
Sobre o piso imbuía do meu quarto.
E tua luz, pálida e ligeira,
Lança nas sombras do meu sono maculado,
Por entre venezianas pequenas,
O frescor de tua boca sedutora
No hálito da noite perfumada
Em teu baton brilhante de estrelas.
Tocas meu corpo em parte descoberto
Se insinuando sobre a borda do lençol
Em sinuosas curvas envolventes.
Retraio-me avesso à carícia inesperada,
Mas tu me persegues pela cama alva
Deslizando tua pele leve pela minha seca
Minuto a minuto no altar das horas.
E seduzido me rendo aos encantos
E caprichos daquela face avermelhada
Enquanto ela toca em minha boca,
Abrasa meus sentidos dormentes
E, cambaleante e tonta, fita-me os olhos
Deixando à mostra o seu Mar da Tranquilidade
Na silhueta cheia de beleza plena.
E eu só me lembro de perguntar já num mumúrio:
- Que fazes aqui? Qual é teu nome?
Ela sorriu e chegando em meus ouvidos
Sussurou na brisa da manhã vindoura:
- Dorme menino nos braços de Selena!